O cantor Daniel estreia em março no cinema o remake do filme "O Menino da Porteira", sucesso de 1976 que consagrou Sérgio Reis, e também está na refilmagem de "Paraíso", novela de Benedito Ruy Barbosa exibida pela primeira vez entre 1982 e 1983.
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Daniel como o personagem Diogo ao lado de João Pedro Carvalho, que vive Rodrigo
Em entrevista à Folha Online, o cantor, cujo nome completo é José Daniel Camillo, disse que não teme comparações com Reis nem o desafio de atuar em um drama após ter como experiência no cinema filmes como "Xuxa Requebra" e "Didi - um Cupido Trapalhão".
Daniel disse ter perdido seis quilos para viver o personagem e que foi orientado a não ver a versão de 1976 antes de completar as filmagens. O filme estreia em 6 de março (veja trailer).
Na TV, o cantor volta na novela de Ruy Barbosa com um personagem cujo nome foi trocado como forma de homenagem ao pai do cantor, que ainda comentou a falta do amigo João Paulo. Leia a entrevista abaixo.
Folha Online - Em "O Menino da Porteira" você vai fazer um papel que consagrou Sérgio Reis, apesar de ambos serem "filhos" do sertanejo, vocês têm estilos notadamente diferentes. Primeiro, como foi o desafio de ser protagonista de um filme? E, segundo, você chegou a entrar em contato com Reis para elaborar o personagem? Como você vai fazer para driblar as comparações?
José Daniel Camillo - Foi um grande desafio mesmo, quando aceitei o convite nem imaginava o que isso implicava, mas me dediquei ao máximo e espero que o resultado seja bacana para as pessoas. Não falei com o Serjão antes mas conversamos sim sempre que nos encontramos. Não estou preocupado com as comparações, o cinema brasileiro também mudou muito e isso estará claro no filme, além do que ser comparado ao Sérgio Reis é uma honra.
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Cantor Daniel em cena do filme "O Menino da Porteira"; estreia no cinema ocorreu em filmes como "Xuxa Requebra" e "Didi"
Folha Online - É verdade que o diretor o instruiu a não assistir a versão de 1976 do filme?
Daniel - Sim, logo que recebi o convite me pediram isso, acredito que para não ser influenciado, e eu cumpri à risca, aliás, cumpri tudo que me pediram, até emagrecer 6 quilos para viver o personagem.
Folha Online - É um desafio fazer um drama após ter estreado no cinema em filmes leves, como os a série "Xuxa"?
Daniel - Sem dúvida. O Diogo é um personagem pesado, sisudo, bem diferente dos que fiz em "Xuxa Requebra" e "Didi- um Cupido Trapalhão". A preparação foi árdua e levou bem mais tempo. Fiz um laboratório com um preparador de ator que me ajudou a chegar ao que o Diogo teria que ser.
Folha Online - E você acredita que o filme pode repetir o sucesso do original ou mesmo o de "2 Filhos de Francisco", que também tem a temática rural?
Daniel - Acredito que sim. Tem a cara do Brasil essa temática, e o filme foi feito com muito carinho para chegar ao público brasileiro levando o nosso cinema com a melhor qualidade possível. Os atores são sensacionais, gente de peso mesmo como Zé de Abreu, Vanessa Giácomo, Rosi Campos, e o próprio menino que faz o personagem Rodrigo, que é incrível.
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Daniel disse que teve de perder seis quilos para viver o boiadeiro Diogo; ator também está na estreia do remake de "Paraíso"
Folha Online - E como foi o convite para fazer o personagem Zé Camillo em "Paraíso"? É verdade que ele foi criado especialmente para você?
Daniel - Na verdade o personagem já existia na trama, mas o nome foi sim escolhido por mim junto com o Benedito, além de ser uma homenagem a meu pai (José Sebastião Camillo), que nasceu em uma fazenda chamada Paraíso.
Folha Online - Com o filme e o papel em novela, você acredita que já é tão ator quanto cantor? Você crê que atuar será algum dia sua atividade principal?
Daniel - De forma alguma. Minha vida é cantar, não sou ator, mas a partir do momento que assumo um compromisso me dedico ao máximo. Jamais vou deixar a música e os palcos... estou apenas aproveitando as oportunidades que estão surgindo para aprender mais e crescer a cada dia. Gosto de arte em geral, atuar é uma arte, e muito complexa por sinal.
Folha Online - Em entrevistas você fala do companheirismo entre os sertanejos, existe a mesma relação de trabalho entre os atores?
Daniel - Entre os atores com os quais tenho convivido posso dizer que certamente sim. Todos me ajudaram e estão ajudando muito.
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Cena do filme "O Menino da Porteira", no qual Daniel interpreta personagem vivido por Sérgio Reis na primeira versão do longa
Folha Online - Você tem um trabalho de resgate de música sertaneja, qual foi a inspiração para o projeto?
Daniel - A inspiração para o "Meu Reino Encantado" foram as minhas raízes, cresci ouvindo esses clássicos e aprendi a tocar violão tocando isso. Agora também teremos um disco com a trilha sonora do filme, a maioria das músicas clássicos cantados por mim, muitas delas eu nunca havia regravado, como "O Menino da Porteira". O CD sairá praticamente junto com o filme.
Folha Online - Daniel, você já gravou em espanhol e como anda hoje a sua carreira internacional?
Daniel - Estou focado mesmo é no Brasil. Com tanta coisa boa acontecendo comigo por aqui, não estou pensando em carreira internacional. Meus shows continuam por todos os Estados, estamos apenas conciliando a agenda de shows à de gravação.
Folha Online - De vez em quando, ao cantar, você ainda relembra seu amigo João Paulo? Como é o relacionamento entre você e a família dele hoje?
Daniel - Eu lembro do João Paulo sempre, não só quando estou cantando. Infelizmente tenho pouco contato com a esposa e filha dele, com os irmãos também, mas temos um bom relacionamento. Quando a mãe dele era viva meu contato com ela era constante.